Se eu disser pra você que hoje acordei triste...
Você vai dizer “te anima” e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer pra eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra.
Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém. Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma. Não sorriu hoje? Medicamento. Sentiu uma vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra.
A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal. Mas quando fico triste, também está tudo normal. Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro de nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão.
Martha Medeiros
Acordei do meu sono perturbador, estou viva de novo, voltei... E dessa vez pra ficar. Comemorarei a cada vitória, a cada derrota, a cada queda, sempre com meu sorriso no rosto. Chega de cair e ficar espatifada no chão como se estivesse morta, essa não sou eu, eu sou mais do tipo que se cair vai rir da queda, de cada detalhe e tentar de novo, porque se tem uma coisa que eu aprendi é lutar, lutar, lutar...


Nenhum comentário:
Postar um comentário